5 de Março, 2024
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O famoso laço rosa, principal símbolo usado para as campanhas de cancro de mama, foi uma iniciativa da “The Susan G. Komen Breast Cancer Foundation” que, sob intuito de conscientizar a população sobre o cancro da mama, distribuiu o laço aos participantes da “Race For The Cure” em Nova York durante a década de 1990. Após isto, profissionais de saúde e instituições também aderiram aos programas de divulgação e conscientização desta doença.

O cancro da mama é uma doença maligna com origem nas células mamárias. Essencialmente, para que esta doença aconteça, há multiplicação celular descontrolada que favorece a formação de tumor mamário e de acordo com o tipo de células, extensão e estágio da doença, pode ser classificado como tumor benigno ou tumor maligno.

Em condições normais a mama sofre alterações cíclicas por razões inerentes a etapa da vida e ciclo menstrual. No período pré-menstrual há um aumento do volume mamário que é um resultado do aumento de hormônios (como estrogênio e progesterona), durante a menstruação há diminuição do volume celular que resulta na discreta redução do volume mamário e, após a menstruação, a queda dos níveis hormonais promove uma redução da atividade celular e do volume mamário.

Na maioria dos casos, as mulheres portadoras de câncer de mama têm dor ou nódulos mamários, idade superior aos 40 anos, histórico familiar positivo de câncer ou mutação nos genes BRCA 1 e BRCA 2. Mas, como de praxe, é passível frisar que ninguém está totalmente protegido desta doença (inclusive homens). De acordo com a NCBI e a GLOBOCAN, em 2020 foram notificados 186.598 casos de cancros da mama pela África Subsaariana que se tornaram causa fundamental de 85.787 mortes, porém, este número tende a ser 2-3 vezes maior devido a subnotificação, diagnósticos equivocados e problemas estruturais e funcionais dos sistemas de saúde dos países desta região africana.

O diagnóstico desta doença é baseado na avaliação clínica associada ao exame físico e exames complementares como a mamografia, ultrassonografia ou punção aspirativa por agulha fina (PAAF). O tratamento é variável e pode ser quimioterápico, radioterápico ou cirúrgico.

Quando diagnosticado precocemente, o desfecho tende a ser bom porque há melhoria da qualidade de vida do paciente. E é por isto que a educação da mulher (na realização do autoexame) e profissionais de saúde competentes, assim como o acesso rápido e facilitado aos serviços de saúde são fatores determinantes na sobrevivência e recuperação da paciente portadora de cancro da mama. As celebridades retratadas acima (Robin Roberts, Wanda Sykes e Angelina Jolie) foram diagnosticadas precocemente e tiveram um tratamento mais eficiente que favoreceu o bem estar delas sem prejuízo nas suas actividades.

Infelizmente, para os casos mais graves o principal desfecho é a morte porque, frequentemente, há disseminação do câncer para outras estruturas corpóreas (como linfonodos, pulmões, ossos, fígado, etc.).

O melhor método de cuidado, para todos nós e os que amamos, ainda é a prevenção.

Artigo de Óscar Paulo JR

Óscar Alfredo Paulo JR, graduando de Medicina e monitor de Habilidades Clínicas na SLMANDIC – Faculdade São Leopoldo Mandic.
Presidente da Liga de Medicina Intensiva da SLM – Campinas (Dez. 2021 – Jan. 2023)
Tesoureiro da Liga de Cardiologia da SLM – Campinas (Jan 2021 – Jan 2023).
Voluntário e diretor do GEPE da Change 1’s Life AO (2020-2021).

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