23 de Julho, 2024
Edit Content
Cientistas japoneses anunciam potencial medicamento para regeneração dentária
Estudo

Uma equipe de cientistas do Hospital Kitano, no Japão, anunciou um avanço promissor na área da odontologia: o desenvolvimento de um medicamento que pode fazer com que os dentes voltem a crescer. A notícia, divulgada pelo Dr. Katsu Takahashi, líder do estudo, durante uma conferência de imprensa eneste domingo, representa um marco importante na busca por soluções para a perda de dentes e doenças dentárias.

O medicamento, que ainda se encontra em fase de testes, atua desativando o gene USAG-1, responsável por inibir o crescimento dos dentes. Essa desativação permite que os dentes se regenerem naturalmente, oferecendo esperança para pessoas que sofrem com condições como a deficiência dentária congênita (que afeta cerca de 1% da população mundial) e a oligodontia (caracterizada pela falta de seis ou mais dentes, afetando cerca de 0,1% da população).

A primeira fase dos ensaios clínicos em humanos está programada para iniciar em setembro deste ano e se estenderá até agosto de 2025. Nessa etapa, o medicamento será administrado por via intravenosa a pacientes com falta de pelo menos um dente posterior no Hospital Universitário de Kyoto. Na segunda fase, o foco estará em pacientes com deficiência dentária congênita, com testes limitados a crianças entre 2 e 7 anos que não possuem pelo menos quatro dentes desde o nascimento.

Os testes realizados em animais, como ratos e furões, demonstraram a efetividade do medicamento na regeneração dentária, sem apresentar efeitos colaterais observáveis. Os pesquisadores estão otimistas quanto ao potencial do medicamento para auxiliar, no futuro, pacientes que perderam dentes devido a cáries ou lesões.

O desenvolvimento desse medicamento inovador representa um grande passo na odontologia, abrindo caminho para novas possibilidades no tratamento de perda de dentes e doenças dentárias. Se os testes em humanos forem bem-sucedidos, o medicamento poderá chegar ao mercado em 2030.

Foco Saúde//

Deixa o seu comentário