23 de Julho, 2024
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Consumo de álcool mata 2,6 milhões de pessoas por ano em todo o mundo, alerta OMS
Internacional

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou ontem para o alto número de mortes causadas pelo consumo de álcool, que chegam a 2,6 milhões por ano. Apesar de uma queda leve nos últimos anos, a entidade considera o número “inaceitavelmente elevado”, já que representa quase 5% das mortes no mundo.

O último relatório da OMS sobre álcool e saúde destaca que o consumo da substância está por trás de diversas doenças e distúrbios, além de acidentes rodoviários, violência e abuso. Em 2019, ano das últimas estatísticas disponíveis, 2,6 milhões de mortes foram atribuídas ao álcool, com homens sendo responsáveis por 75% desses casos.

“O consumo de substâncias prejudica gravemente a saúde individual, aumenta o risco de doenças crónicas e mentais e resulta tragicamente em milhões de mortes evitáveis todos os anos”, lamentou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Embora o relatório aponte para uma certa redução no consumo de álcool e nas doenças relacionadas desde 2010, a OMS ressalta que os problemas sociais e de saúde causados pelo abuso da substância ainda são “inaceitavelmente elevados”, principalmente entre os jovens. Na faixa etária de 20 a 39 anos, o álcool foi responsável por 13% das mortes em 2019.

Em média, o consumo mundial de álcool por dia em 2019 foi de 27 gramas, o equivalente a duas taças de vinho, duas cervejas. A OMS alerta que esse nível e frequência de consumo estão associados a um maior risco de diversas doenças, além de aumentar as chances de mortalidade e incapacidades.

Diante dos dados alarmantes, a OMS reforça a necessidade urgente de melhorar o acesso a tratamentos de qualidade para pessoas com transtornos por uso de substâncias. Em 2019, a proporção de indivíduos em contato com serviços antidroga variou entre menos de 1% e 35%, dependendo do país.

A entidade pede medidas para reduzir o consumo de álcool, como restrições de marketing, aumento de impostos e preços, além de programas de conscientização e educação sobre os riscos do consumo excessivo.

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