15 de Junho, 2024
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O tema Qualidade em Saúde e Segurança Hospitalar levou especialistas de várias unidades sanitárias a analisarem a realidade nacional, que defendem, como o médico Jeremias Agostinho, um trabalho mais árduo e de redução de alguns índices.

Para Jeremias Agostinho, especialista em Saúde Pública, é preciso que o país comece a reduzir algumas taxas, em particular as de internamento dos pacientes e mortalidade hospitalar, assim como melhorar os índices de satisfação dos utentes.

O especialista, um dos oradores convidados na I Conferência Nacional de Qualidade em Saúde e Segurança Hospitalar, realizada, na semana finda, pela Ges-Saúde, acredita que a melhoria no atendimento ao cliente passa, igualmente, por avanços na questão do saneamento básico, bem como na qualidade de vida da população.

A directora-geral do hospital Central de Lubango, Maria Antunes, disse que a unidade está a trabalhar na implantação de um projecto piloto para oferecer melhor qualidade aos utentes. Numa primeira fase, explicou, os técnicos vão fazer avaliação das áreas de consultas externas e do banco de urgência, devido ao índice de reclamações. “Um inquérito feito antes mostrou que é necessário melhorar estas duas áreas”.

O hospital Central do Lubango, disse, atende até 200 pacientes por dia. Com a criação do projecto piloto, esclareceu, a meta é trabalhar mais e inovar para aumentar os índices de satisfação dos utentes.

A responsável pela qualidade e segurança hospitalar na Clínica Sagrada Esperança, Mahinga Moreira, disse que a instituição tem um departamento de qualidade desde 2008, com o qual tem procurado trocar experiências com outras unidades hospitalares.

 
Debate e oportunidades

O director-geral da Geste-saúde, empresa organizadora do encontro, disse que o objectivo foi promover discussões e criar novas oportunidades de negócios entre os profissionais e as instituições que actuam na área de qualidade e segurança.

Nelson Cassende considerou necessário trabalhar mais, no sector da Saúde, para se evitar a morte de pacientes. De acordo com o especialista, a melhoria de alguns serviços nos hospitais do país vai permitir outra dinâmica ao sector e, acima de tudo, salvar mais vidas.

 
A data

O Dia Mundial da Qualidade foi comemorado no último sábado, dia 11. A data foi instituída em 1990 pela Organização das Nações Unidas (ONU), com o objectivo de destacar a importância da qualidade na produtividade e na competitividade das instituições.

Porém, em 2016, a Chartered Quality Institute (CQI), organização mundial que responde oficialmente pelos profissionais da qualidade, decidiu assinalar o Dia Mundial da Qualidade a partir da segunda quinta-feira do mês de Novembro. Em 2021, a CQI passou a celebrar a “Semana Mundial da Qualidade”, que este ano foi realizada entre 6 e 10 de Novembro.

O tema deste ano foi “Qualidade: realizando o seu potencial competitivo”. O objectivo é mostrar que o potencial competitivo de uma organização consiste, em resumo, na capacidade que ela tem de se manter sustentável e ampliar o próprio mercado.

Além da capacidade de manter e conquistar clientes, uma das metas dos especialistas em Qualidade tem sido aumento da satisfação do cliente, através da melhoria dos serviços.

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