5 de Março, 2024
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Malária continua entre as principais ocorrências dos hospitais de Luanda
AngolaReportagem

O número elevado de doentes que continuam a dar entrada nos principais hospitais de Luanda com malária está a preocupar as equipas médicas, que atenderam, na semana finda, um total de 3.650 vítimas desta patologia.

O Hospital Geral de Luanda, informou o médico Magalhães Sobrinho, socorreu 8.213 pacientes, em uma semana, com diversas patologias, sendo a principal a malária, com 1.230 casos registados. Além desta doença, avançou, o hospital atendeu 619 pacientes com doenças respiratórias agudas, 475 com síndrome febril, 146 com diarreia aguda, 80 com hipertensão arterial e 36 com Acidente Vascular Cerebral.

Na Área de Ortopedia, continuou, a equipa médica socorreu 963 traumatizados, com maior realce às vítimas de queda, com 443 ocorrências, acidente de viação, com 208, agressão física, com 135, atropelamento, com 88, ferimento por arma branca, com 77, e por arma de fogo, com 28 casos.

Cacuaco

O Hospital Municipal de Cacuaco atendeu 4.487 casos, sendo 2.495 nas consultas externas e 1.790 nos bancos de urgência, avançou, ontem, a directora-geral da instituição. Anizeth Cutatela disse que as principais patologias foram a malária, com 650 casos, as doenças diarreicas agudas, com  66, respiratórias, com 64, e a síndrome febril, com 46. “Tivemos um registo de 94 casos de acidentes de viação e realizámos 89 partos”, frisou.

Cazenga

A equipa médica do Hospital Municipal do Cazenga atendeu 1.288 pacientes no Banco de Urgência, sendo 497 na Área de Pediatria, 475 em Medicina, 164 na Maternidade e foram realizadas 152 cirurgias, informou, ontem, a directora da unidade sanitária.

Nilza Sousa avançou que de um total de 2.498 pacientes que acorreram no hospital, 1.210 foram atendidos nas consultas externas nas diversas especialidades. Na Área dos Adultos, acrescentou, a principal patologia foi a malária com 415 casos e a síndrome gripal com 32, enquanto que nas crianças, a malária também esteve entre as doenças mais proeminentes, com 327 ocorrências, seguida da broncopneumonia, com 97, gripe, com 42, e diarreia, com 32. “Na ala da Maternidade foram realizados 43 partos”, informou, acrescentando que também socorreram 130 pacientes traumatizados.

Kilamba Kiaxi

O Hospital Geral Especializado do Kilamba Kiaxi atendeu, na semana finda, 886 crianças no Banco de Urgência e 875 nas consultas externas, de acordo com a directora clínica. A médica Rosa André explicou que as principais patologias foram registadas na Área Pediátrica, sendo as principais as doenças respiratórias agudas, com 248 casos, a síndrome febril, com 227, malária, com 191, e a diarreia, com 100.

A médica avançou ainda que no serviço de maternidade foram atendidas 657 mulheres, das quais 108 tiveram os bebés. “Devido a gravidade da situação de algumas mulheres, realizamos 15 cesarianas e 40 delas fizeram aborto. Tivemos de internar 96”, ressaltou, além de referir que em toda a unidade hospitalar acorreram um total de 5.333 pacientes.

Entre os casos caricatos de doentes internados, a receber assistência médica, no Hospital Josina Machel, consta o de cinco irmãos baleados no dia 20 de Dezembro último, dos quais um acabou por morrer.

De acordo com Ângela Bequessa, mãe das vítimas, o acto ocorreu durante a madrugada do dia 20 de Dezembro do ano passado, quando três indivíduos armados invadiram a residência, no bairro Terra Vermelha, município do Cazenga.

Na altura, contou, estava em casa , com os filhos, quando foram surpreendidos pelos marginais. “Uma menina bateu na janela do quarto do meu filho mais velho. Este saiu para ver o que se passava. Os marginais invadiram a casa”, contou, acrescentando que a seguir colocaram toda a família no mesmo quarto e começaram a disparar contra os menores.

“O meu filho mais velho, de 26 anos, acabou por morrer. Os outros quatro foram socorridos para o hospital”, lembrou Ângela Bequessa durante uma consulta com a filha caçula, de 9 anos, atingida por uma bala na perna direita.

O médico ortopedista Martinho da Costa disse que o estado clínico da menor é estável. “Depois de ser atingida foi imediatamente socorrida pela equipa médica e sofreu uma cirurgia de emergência. A menor foi vítima de um ferimento provocado por projéctil de arma de fogo, na região lateral da coxa e fracturou o fémur”, explicou, além de referir que  depois de ser operada, ela tem de fazer agora sessões de fisioterapia, para voltar a caminhar normalmente.

Fonte: JA

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