Os ministros da Saúde africanos, reunidos na 75.ª Sessão do Comité Regional da OMS para África, em Lusaca (Zâmbia), aprovaram um quadro regional para acelerar o combate às doenças orais, que afectam 42% da população da Região.
O documento visa garantir que até 2028 pelo menos 50% da população de cada país tenha acesso a serviços essenciais de saúde oral, reduzir em 10% a prevalência das principais doenças orais e assegurar que 60% dos países disponham de políticas nacionais específicas para o sector.
“As doenças orais têm sido amplamente negligenciadas, fazendo com que figurem entre as mais prevalentes na nossa Região”, referiu o Dr. Mohamed Yakub Janabi, Director Regional da OMS para África. “Os nossos esforços para fazer face a esta ameaça têm de ser robustos, concertados e sustentados. O quadro acordado hoje salienta a necessidade urgente de os países priorizarem a saúde oral, assegurando financiamento, força de trabalho e liderança adequados para proteger e promover a saúde através de uma abordagem mais integrada e centrada nas pessoas”, acrescentou o dirigente.
O plano também prevê a integração da noma nas estratégias nacionais de saúde nos países onde a doença é endémica, o reforço do financiamento, da liderança e da força de trabalho, bem como a inclusão da saúde oral nos pacotes de serviços essenciais de saúde.
Apesar da alta prevalência, o investimento na área continua baixo, com mais de 70% dos países a gastar menos de 1 dólar per capita em saúde oral, contra a média mundial de 50 dólares. A OMS e parceiros apoiarão os governos com assistência técnica, formação e sensibilização.
Fonte: OMS